A Boeing gerou US$ 631 milhões em fluxo de caixa livre no segundo trimestre e manteve a projeção de encerrar 2026 com resultado positivo entre US$ 1 bilhão e US$ 3 bilhões. O CEO da fabricante, Kelly Ortberg, afirmou que o aumento da produção e das entregas está refletindo nas receitas e na geração de caixa.
Ortberg declarou que o trimestre foi sólido em termos de execução, pois a empresa está aumentando a produção conforme o planejado, o que gera receitas maiores e melhora o fluxo de caixa. No período, a companhia registrou fluxo de caixa operacional de US$ 1,36 bilhão, superando o prejuízo livre de US$ 200 milhões registrado no mesmo trimestre de 2025.
A receita da Boeing cresceu 8% em comparação anual, totalizando US$ 24,56 bilhões, resultado da entrega de 171 aviões comerciais, um aumento de 14%. Apesar disso, a fabricante registrou prejuízo líquido de US$ 428 milhões, uma redução em relação à perda de US$ 612 milhões do ano anterior. A carteira de pedidos atingiu o recorde de US$ 715 bilhões.
Sobre o futuro, Ortberg não estabeleceu data para a retomada de metas de fluxo de caixa livre próxima a US$ 10 bilhões, mas disse que a incerteza da empresa está diminuindo. A fabricante também avançou na certificação das variantes 737-7 e 737-10, visando obter a certificação ainda em 2026 e realizar as primeiras entregas em 2027.

