A especialista em planejamento sucessório, Simone Neri, abordou a necessidade de estruturas preventivas de gestão patrimonial durante a IX Conferência Estadual da Advocacia Baiana, em Feira de Santana. O evento, realizado nos dias 29 e 30 de julho, focou em como blindar ativos e organizar corporações antes que crises desestabilizem negócios e famílias.
A busca por suporte jurídico costuma ocorrer de forma reativa, após disputas judiciais ou inventários complexos já afetarem o patrimônio. Segundo levantamentos do setor produtivo, a falta de mecanismos formais de governança é a causa principal do encerramento de empresas familiares durante a mudança de geração. Instrumentos como holdings e acordos de sócios surgem como alternativas para reduzir riscos tributários e evitar litígios caros.
Simone Neri, que é membro da Comissão de Planejamento Patrimonial e Sucessório da OAB de São Paulo, palestrará no dia 30 de julho. Ela afirmou que “proteger um patrimônio não é apenas sobre números ou estruturas societárias; é sobre proteger a história de uma família e a continuidade de um negócio perante a inevitabilidade das crises”.
A especialista explicou que a mediação de conflitos e a definição clara de papéis entre herdeiros e gestores profissionais evitam o colapso financeiro de organizações. Ela declarou que “a antecipação de cenários críticos e o diálogo transparente entre os envolvidos constituem a única via capaz de preservar a soberania das decisões familiares sem expor a empresa a riscos desnecessários”.

