O ex-deputado Eduardo Bolsonaro defendeu Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, após a Polícia Federal bloquear R$ 119 milhões em seus bens. Bolsonaro criticou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, classificando-o como um “comunista autoritário” indicado pelo presidente Lula para perseguir adversários políticos.
Em publicação nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro negou ter recebido pedidos de Valdemar para destinação de verbas. Ele afirmou que a indicação de emendas parlamentares é uma prática de todos os deputados e senadores, independentemente de espectro ideológico. O ex-parlamentar declarou que transformar a indicação de emendas em crime é uma leitura “visivelmente enviesada e política do direito”.
O despacho de Flávio Dino aponta que o dirigente partidário é suspeito de ser o autor real das indicações e beneficiário político de 21 emendas, mesmo sem ter mandato parlamentar. O valor bloqueado corresponde à soma dos repasses identificados pela PF como de autoria real do líder do PL. Deste montante, R$ 104 milhões já foram pagos.
Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, também manifestou apoio a Valdemar Costa Neto, lamentando a atuação seletiva da PF contra um adversário político do governo atual. Em sua defesa, Valdemar argumentou que é legítimo o debate sobre o encaminhamento de verbas e negou envolvimento em organização criminosa.

