O caça F-47, futuro projeto de sexta geração da Força Aérea dos Estados Unidos, deve realizar voos iniciais em 2028 utilizando um motor provisório. Isso ocorre porque os propulsores de nova geração, desenvolvidos pelo programa Next Generation Adaptive Propulsion (NGAP), só devem finalizar a fase de protótipos em 2031, segundo documentos orçamentários do governo americano.
O F-47 é o principal componente do programa Next Generation Air Dominance (NGAD), criado para substituir gradualmente o F-22 Raptor em missões de superioridade aérea. A Boeing foi contratada em março de 2025 para liderar o desenvolvimento da aeronave, em um contrato avaliado em mais de 20 bilhões de dólares. Apesar do cronograma oficial prever o primeiro voo para 2028, a tecnologia de propulsão definitiva ainda está em desenvolvimento.
Duas empresas competem pelo motor definitivo: a GE Aerospace trabalha no modelo XA102, e a Pratt & Whitney desenvolve o XA103. Ambos concluíram uma etapa de revisão que permite o início da fabricação de protótipos, mas a fase foi adiada para 2031 para ampliar avaliações e reduzir riscos. Os novos motores utilizam ciclo adaptativo, visando maior empuxo em combate e economia de combustível em cruzeiro.
A aeronave deve possuir raio de combate superior a 1.850 quilômetros, o que amplia a autonomia em comparação com o F-22. A adoção de motores provisórios é uma estratégia que chama atenção, pois a propulsão integra a arquitetura do caça de sexta geração, exigindo adaptações complexas nos sistemas eletrônicos.


