O café solúvel brasileiro foi incluído na lista de isenções da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos, garantindo a proteção de exportações que somam entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões anualmente. A decisão é aguardada pela indústria, que era o único segmento de café nacional ainda taxado pelo governo norte-americano.
A isenção protege o setor, que enfrentava queda de embarques para os EUA, seu maior mercado. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), os recuos nos envios foram de 28,2% em 2025 comparado ao ano anterior, totalizando 558.470 sacas de 60 kg.
Marcos Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), declarou que a concessão reflete o esforço conjunto da entidade com a National Coffee Association. Ele explicou que os esforços buscaram demonstrar tecnicamente a agregação de valor do produto e sua contribuição para a estabilização dos preços ao consumidor americano.
Matos afirmou que Brasil e EUA são parceiros insubstituíveis, visto que os EUA são o maior consumidor e importador mundial de café, enquanto o Brasil é o maior produtor e exportador do produto.

