A Câmara dos Deputados inicia o recesso nesta semana sem um desfecho para o processo disciplinar contra três deputados que ocuparam a Mesa Diretora em agosto de 2025. Os parlamentares realizaram um motim que paralisou os trabalhos da Casa por cerca de 30 horas, em reação à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A iniciativa dos deputados visava pressionar a liderança do Congresso a pautar a anistia para Bolsonaro e outros condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro. O episódio, considerado um ponto baixo na gestão do presidente da Câmara, está com o processo parado.
Embora o Conselho de Ética tenha aprovado, em maio, a suspensão de 60 dias dos três parlamentares da oposição, a punição depende de análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pois os deputados recorreram da decisão. Um deputado com assento na CCJ afirmou que o tema não está na ordem do dia do colegiado e dificilmente avançará neste ano.
A assessoria do presidente da Câmara informou que não há decisão sobre quando o tema será despachado. Especialistas avaliam que a discussão deve ser adiada para o segundo semestre ou após as eleições de outubro. O recesso parlamentar começa oficialmente no dia 18.

