Casais estão reavaliando a idade de solicitação do benefício do Seguro Social diante dos rendimentos elevados de títulos do Tesouro. A decisão envolve ponderar o aumento de cerca de 8% no benefício de sobrevivência ao adiar o saque até os 70 anos contra a renda gerada por investimentos de baixo risco.
O debate surge com o cenário de juros altos, onde títulos do Tesouro de 10 anos alcançam perto de 4,5%, tornando a renda segura mais palpável. A questão central para casais é se o titular de maior rendimento deve esperar até os 70 anos ou sacar o benefício agora, permitindo que o portfólio continue a render.
Para casais, o fator decisivo é o benefício de sobrevivência. O Seguro Social paga aproximadamente 8% a mais para cada ano que o maior rendimento espera após a idade de aposentadoria integral (FRA), até os 70 anos. Esse crédito adiado é incorporado ao benefício do cônjuge sobrevivente. Esse valor não pode ser replicado por títulos, que pagam até o vencimento.
Os rendimentos altos facilitam o financiamento do período de transição até os 70 anos. Contudo, a renda gerada por títulos e CDBs pode contar para a renda provisória, elevando a tributação do benefício e podendo levar o casal a ultrapassar o limite IRMAA dois anos depois. Portanto, é necessário modelar os custos fiscais antes de assumir que o período de transição é gratuito.

