Mais de metade dos profissionais clínicos na China utiliza inteligência artificial (IA) em seu trabalho diário, atingindo 56%, um índice superior à média global de 49%, segundo um relatório da Elsevier. A pesquisa, divulgada na Conferência Mundial de Inteligência Artificial de 2026, aponta a rápida evolução da saúde no país, enquanto o ceticismo global persiste sobre a confiabilidade da tecnologia.
O relatório, intitulado “O Médico do Futuro 2026”, analisou 2.757 profissionais clínicos em 118 países. Embora a adoção da IA esteja se tornando rotina na China, a confiança ainda é baixa; apenas 37% dos entrevistados globalmente consideram as ferramentas atuais confiáveis. No entanto, a preocupação com a substituição de pessoal é pequena, pois 80% dos médicos prevêem que a IA não substituirá a equipe clínica nos próximos cinco a dez anos.
Apesar do avanço tecnológico, os profissionais chineses enfrentam disparidades. Enquanto 82% afirmaram ter tempo suficiente para os pacientes, a satisfação no trabalho é de 66%, abaixo da média global de 78%. Isso sugere alta carga de trabalho. As ferramentas de IA estão migrando de tarefas administrativas para aplicações clínicas complexas, como suporte à decisão e segundas opiniões.
Os profissionais estão exigindo mais da tecnologia. A prioridade de uso é a facilidade de uso (64%), seguida por abrangência e segurança. O diretor médico da Elsevier para a Grande China, Jia Xuming, afirmou que “Os médicos estão exigindo mais da IA, entrando em uma fase em que questionam se as ferramentas são confiáveis, genuinamente integradas aos ambientes clínicos e se entregam resultados tangíveis”.

