Pesquisas científicas indicam que a felicidade não é alcançada por meios convencionais, como evitar interações ou comprar bens. Estudos apontam que o engajamento social, a valorização do tempo e gastos em experiências são fatores que promovem o bem-estar.
A ciência sugere que os seres humanos são animais sociais, mas muitas pessoas evitam contato com estranhos. Um estudo de 2014, conduzido por pesquisadores da University of Chicago e da University of California, mostrou que participantes que interagiram intencionalmente com alguém relataram experiências mais positivas, embora eles previssem o contrário.
Em relação ao dinheiro, pesquisas indicam que o tempo tem maior relação com a felicidade do que o capital. Um estudo de 2019, publicado em Science Advances, observou que universitários que priorizaram o tempo escolheram atividades mais gratificantes e apresentaram maior satisfação um ano após a formatura.
Outra revisão de 2018, envolvendo pesquisadores da UCLA e da Harvard Business School, concluiu que a compra de objetos físicos não aumenta a felicidade. Em contrapartida, gastos pró-sociais, compras de experiências e a terceirização de tarefas — ou compra de tempo — geram maior satisfação.
Contudo, a busca ativa pela felicidade pode ser contraproducente. Um artigo de 2011, da University of Denver, demonstrou que valorizar a felicidade pode ser autodestrutivo, pois focar no bem-estar pode preparar indivíduos para a decepção.

