O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou duas resoluções na sexta-feira, 3 de julho de 2026, que estabelecem novas linhas de crédito ligadas a programas do governo federal. As medidas focam em beneficiários adimplentes do Fies e na operacionalização do Desenrola Adimplentes.
A linha Fies Empreendedor foi definida para pessoas físicas e jurídicas que estão em dia com o Fundo de Financiamento Estudantil. O crédito reembolsável pode ser usado por pessoas físicas em atividades empreendedoras ou por pessoas jurídicas em capital de giro. O modelo exige a regularidade no pagamento do Fies para fortalecer a sustentabilidade do fundo.
Os encargos financeiros podem atingir 11,19% ao ano, resultado da soma de 8,94% de remuneração das instituições financeiras e 2,06% dos recursos da União. Os contratos para pessoas físicas têm prazo de até 60 meses, com até 6 meses de carência, enquanto para pessoas jurídicas o prazo é de até 96 meses, com até 12 meses de carência. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal operarão a linha.
No âmbito do Desenrola Adimplentes, o CMN liberou até R$ 3 bilhões em recursos da União para renegociação de dívidas. O Banco do Brasil e a Caixa atuarão como agentes financeiros, com 70% dos recursos vindo da União e 30% dos bancos. As instituições participantes terão taxa de devolução de 1,25% ao ano, e as operações diretas dos bancos terão encargo de 0,50% ao ano.

