Coca-Cola e PepsiCo encerraram o segundo trimestre de 2026 com resultados financeiros positivos, mas com dinâmicas de mercado divergentes. A Coca-Cola utilizou o sucesso do Zero Sugar e o poder de precificação para elevar suas projeções, enquanto a PepsiCo se apoiou em snacks internacionais e bebidas funcionais para equilibrar o desempenho na América do Norte.
A Coca-Cola reportou um lucro por ação ajustado de US$ 0,97, gerando US$ 13,38 bilhões em receita. O volume global de unidades cresceu 5%, e o volume de Coca-Cola Zero Sugar subiu 16% em todas as regiões. A empresa expandiu sua margem operacional para 34,9%, impulsionada pelo crescimento de 16% na receita da América Latina. O novo CEO afirmou que a companhia utilizou suas marcas para ganhar participação de valor, garantindo crescimento de receita e lucro.
A PepsiCo registrou um lucro por ação principal de US$ 2,20, com receita de US$ 24,18 bilhões, mantendo o quarto trimestre consecutivo de superação de estimativas. O desempenho da empresa variou por geografia e categoria: a divisão Frito-Lay registrou queda de 2%, mas a América Latina Foods cresceu 15% e a EMEA subiu 10%. O executivo apontou os formatos funcionais, como bebidas com hidratação e proteína, como foco estratégico.
Os indicadores de mercado refletem essa diferença de estratégia. A Coca-Cola apresenta um múltiplo Preço/Lucro futuro de 16 vezes e um rendimento de dividendo de 2,31%. A PepsiCo, por sua vez, possui um rendimento de dividendo de 3,91% e um P/E futuro próximo de 16. A análise aponta que a PepsiCo tem mais margem para surpresas, dependendo da recuperação de volumes na divisão Frito-Lay no segundo semestre de 2026.

