O Estreito de Ormuz voltou ao centro das atenções após novos ataques dos Estados Unidos contra alvos iranianos na quarta-feira (8). Em resposta, o Irã ameaçou fechar a principal rota marítima de transporte de petróleo do mundo, elevando a tensão no Oriente Médio.
A rota marítima, considerada uma “artéria” da indústria petrolífera, escoa cerca de 20% do petróleo mundial. O fechamento do estreito durante conflitos anteriores causou forte impacto na economia global. A região conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, e seu trecho mais estreito possui 33 km de largura.
Dados da plataforma Vortexa indicam que, entre o início de 2022 e maio de 2025, aproximadamente 17,8 a 20,8 milhões de barris por dia de petróleo bruto ou combustível fluíram pelo local. Países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, exportam grande parte de sua produção por essa passagem.
A Administração de Informação de Energia dos EUA informou que havia cerca de 2,6 milhões de barris por dia de capacidade ociosa em oleodutos existentes, que poderiam ser usados para contornar Ormuz. A imprensa internacional acompanha a escalada, enquanto líderes políticos fazem novas ameaças sobre a resposta a ataques na região.

