Especialistas financeiros recomendam que cônjuges em fase de aposentadoria priorizem o esgotamento da conta do maior rendimento por meio de conversões Roth. A tática visa mitigar o impacto fiscal que o sobrevivente enfrenta ao mudar de declaração conjunta para individual.
A mudança de status fiscal após o falecimento de um cônjuge implica uma transição de declaração conjunta para individual no ano seguinte. Essa alteração eleva significativamente os encargos, pois o limite do escalão de 24% para declaração conjunta em 2026 atinge US$ 211.400, enquanto para declaração individual esse limite cai para US$ 105.700. Além disso, o limiar de surtaxa de Medicare (IRMAA) para declaração individual é de US$ 109.000, comparado a US$ 218.000 para declaração conjunta.
A recomendação estratégica é utilizar saques ou conversões Roth na conta do cônjuge que gerou maior renda durante os anos em que o casal declara conjuntamente. Isso permite que os valores sejam retirados sob alíquotas menores, evitando que o sobrevivente enfrente taxas marginais de 32% ou 35% no futuro. Cada dólar retirado nesse período evita que o sobrevivente pague impostos mais altos posteriormente.
A gestão proativa também deve considerar o período de carência do Medicare. Conversões realizadas em 2026 impactam os prêmios de 2028. Além disso, é crucial coordenar a solicitação do benefício do Seguro Social, pois adiar o recebimento do cônjuge de maior renda pode aumentar o benefício que o sobrevivente receberá, compensando parte da compressão de faixas fiscais.

