O governo brasileiro intensificou as tratativas com a Coreia do Sul para ampliar a relação comercial, buscando alternativas estratégicas para o agronegócio nacional. O especialista em comércio exterior, Felipe Teixeira, afirmou que o setor de proteína animal pode avançar rapidamente, aproveitando a busca por novos destinos diante de restrições americanas e do teto de cota chinês.
A corrente de comércio entre Brasil e Coreia do Sul movimenta cerca de US$ 10 bilhões anuais. Segundo Teixeira, a abertura de praças na Coreia e no Japão é vista como essencial para evitar a dependência de um único polo comprador. O especialista declarou que, ao costurar acordos com a Coreia, Japão e outras nações, o Brasil aumenta sua margem de negociação.
A pauta exportadora brasileira para a Coreia do Sul é liderada por commodities, incluindo petróleo bruto, minério de ferro, celulose, soja e carnes. Sobre a diversificação para produtos de maior valor agregado, Teixeira avaliou que, a curto e médio prazo, o país deve focar nas commodities, onde já possui forte presença no mercado asiático.
O encontro, realizado no Palácio da Alvorada, ocorreu em meio a ameaças de elevação de tarifas comerciais por parte dos Estados Unidos. O especialista pontuou que a diversificação é crucial para mitigar vulnerabilidades externas do setor.


