Marciele Nogueira, cunhã-poranga de 32 anos e atual campeã do Festival Folclórico de Parintins pelo boi Caprichoso, declarou que sua participação no evento vai além da dança. Ela afirmou que a consagração é um ato de afirmação da identidade amazônica e da resistência dos povos originários.
A artista explicou que sua experiência no Festival de Parintins trouxe uma compreensão profunda sobre o papel que ocupa. Segundo ela, ser cunhã-poranga significa representar mulheres e carregar uma história e ancestralidade. Ela disse que sua conexão espiritual com a arena se fortaleceu ao longo dos anos, pois ela representa quem ela é.
Marciele Nogueira usa o folclore como ferramenta de visibilidade para as raízes indígenas. Ela declarou que é uma honra mostrar sua cultura e suas lutas, esperando que o público veja a Amazônia para além da floresta. Ela afirmou que contribuir para esse diálogo por meio da arte cumpre sua missão.
Os planos da artista se estendem para fora de Parintins. Ela planeja ser uma voz ativa do norte para o restante do Brasil, trabalhando em causas sociais. Segundo ela, o maior título que busca é o impacto social de sua representatividade, desenvolvendo projetos que valorizem a cultura indígena.

