Manter-se em casa na velhice exige um planejamento financeiro dedicado, pois os custos de serviços básicos podem atingir cerca de US$ 36.000 anuais. Esse valor pode superar o orçamento de muitos aposentados, já que a inflação dos serviços (3,4% a 3,8%) cresce mais rápido que o reajuste do Seguro Social (2,8%).
O custo de serviços como limpeza semanal, entrega de refeições e cuidados parciais pode se tornar uma despesa anual significativa. Diferente do valor do imóvel, o fator determinante para a permanência no lar é o preço dos serviços que mantêm a casa habitável. O índice de preços ao consumidor (PCE) geral registrou alta de 4,1% em maio de 2026, enquanto o PCE núcleo subiu 3,4%, evidenciando a pressão sobre os gastos com saúde e moradia.
Para cobrir esse custo sem tocar no principal, o cálculo do portfólio varia conforme o rendimento. Um portfólio conservador com rendimento de 3,5% exige cerca de US$ 1.028.000 para sustentar os gastos por 25 anos. Estratégias mais agressivas, com rendimento de 9% a 10%, necessitam de capital menor, mas podem sofrer cortes em ciclos de crédito.
A imprensa aponta que a equidade do imóvel não substitui um fundo de serviços dedicado. É crucial que os aposentados avaliem custos locais, pois o gasto médio nacional de US$ 78.535 varia drasticamente por região, como visto entre Califórnia e Mississippi. O objetivo é separar o fundo de serviços do portfólio geral de aposentadoria.

