O dilema entre a paixão pelo futebol e a educação foi reacendido após declarações de figuras públicas. O técnico inglês Thomas Tuchel sugeriu que pais permitissem que filhos perdessem aula para assistir a jogos da Copa do Mundo. Em resposta, o primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que a escola deve ser prioridade.
A polêmica não se restringe ao Reino Unido. No Brasil, um episódio similar ocorreu em outubro do ano passado, durante a transmissão de um amistoso. Um comentarista sugeriu aos estudantes que faltassem à aula se houvesse um jogo importante. Embora o narrador tenha tentado amenizar a sugestão, o comentarista manteve a recomendação, gerando repercussão na mídia.
A discussão aponta para o valor afetivo do esporte, que mobiliza pessoas e cria memórias. Contudo, defensores da educação argumentam que o tempo dedicado ao estudo constrói a vida do indivíduo, algo que o entretenimento não substitui. Uma frase atribuída ao ex-presidente da FIFA, João Havelange, resume o ponto: “o futebol é a mais importante das coisas menos importantes”.
Enquanto a Copa do Mundo tem prazo determinado, o calendário escolar representa um investimento contínuo na formação do aluno. A imprensa aponta que transformar o futebol em motivo para relativizar a importância da escola é um risco que não se justifica.

