A defesa do ex-deputado estadual do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, negou nesta quinta-feira (2) ter atuado em favor de organizações criminosas. O ex-presidente da Assembleia Legislativa do RJ teve mandado de prisão expedido pela Polícia Federal (PF) por suspeita de manter laços com grupos criminosos para lavagem de dinheiro do jogo do bicho.
Os advogados do ex-deputado afirmaram que ele não possui vinculação com os fatos apurados pela PF e que sua inocência será comprovada por meio de provas. A nota defende que Bacellar tem como base política o enfrentamento ao crime organizado do Rio de Janeiro, classificando como falsa qualquer acusação de ligação com facções.
A Operação Unha e Carne também investiga outros indivíduos, como um bicheiro e um pastor empresário. A PF busca aprofundar os indícios de lavagem de dinheiro praticada pela cúpula do jogo do bicho no estado, além de possíveis conexões com agentes públicos fluminenses.
As investigações avançaram após análise de documentos apreendidos, que revelaram contabilidade paralela para ocultação de recursos ilícitos e indícios de doações eleitorais irregulares. Por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, foi autorizado o sequestro de bens e valores de até R$ 22 milhões.

