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Justiça

Defesa recorre de quebra de sigilo de celular apreendido em presídio

Carla Fernandes
Última atualização: 6 de julho de 2026 23:50
Carla Fernandes
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Tempo: 2 min.
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A defesa do ex-vereador recorreu de decisão que autorizou a quebra do sigilo do celular apreendido na cela onde ele cumpre pena no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro. O detento, condenado a 43 anos pela morte de enteado, teve o aparelho encontrado durante vistoria policial penal.

A quebra de sigilo foi autorizada pela juíza Elizabeth Machado Louro, responsável pelo julgamento do caso. O pedido partiu do promotor do Ministério Público do Rio de Janeiro, que busca apurar se o detento tentou influenciar testemunhas ou interferir em processos enquanto está preso. Segundo o MP, a análise de mensagens e ligações pode fornecer indícios sobre tais ações.

Os advogados do ex-vereador contestam a medida, afirmando que ela não se relaciona com a ação penal que gerou a condenação. Eles sustentam que qualquer investigação sobre o celular deveria tramitar na Vara de Execuções Penais, e não no juízo do Tribunal do Júri. A defesa também classificou a decisão como uma “pescaria probatória”, por não indicar conversas ou fatos específicos.

Além disso, a defesa questiona o órgão responsável pela perícia, defendendo que a análise do aparelho seja feita pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil, e não pelo Ministério Público.

TAGGED:celularDefesainvestigaçãoJustiçaprisãoRio de Janeiro
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