O parlamentar assumiu a presidência da Câmara dos Deputados em fevereiro de 2025, com 444 votos, segundo resultado para o cargo desde 1971. Sua trajetória, iniciada em 2009 em Patos, Paraíba, cresceu sob alianças políticas, mas gerou questionamentos sobre seu patrimônio e negócios da família.
A ascensão política do parlamentar ocorreu após ele se aproximar de figuras centrais do Congresso, como Eduardo Cunha, e depois se reposicionar ao lado de Rodrigo Maia e Arthur Lira. No comando da Câmara, ele passou a controlar a definição da pauta legislativa, prerrogativa usada para negociar com governo e oposição.
A trajetória do núcleo familiar do parlamentar, que exerce influência no interior paraibano há mais de 70 anos, também foi alvo de apurações. Em 2022, enquanto o parlamentar declarou bens de R$ 1,1 milhão, uma empresa em nome de sua esposa e filhos adquiriu R$ 5,8 milhões em imóveis, incluindo propriedades em Brasília e na Paraíba.
Outro ponto sob apuração envolve relações empresariais. Mensagens da Polícia Federal mostram pedidos do parlamentar ligados a um empréstimo de R$ 22 milhões para uma empresa de sua cunhada, o que ele nega. A reportagem reconstitui a trajetória e investiga como o presidente da Casa Baixa usa o controle de pauta e alianças para fortalecer projetos políticos.


