Pelo menos 1.500 detentos na prisão de Ghezel Hesar, em Teerã, fazem greve de fome há 17 dias para protestar contra a ampla aplicação da pena de morte no Irã. A ação, iniciada em 13 de julho, visa contestar execuções, principalmente de indivíduos condenados por tráfico de drogas, segundo a HRAI.
Grupos de iranianos no exterior, contrários ao regime teocrático, relatam que os prisioneiros se recusam a receber refeições dos guardas. Os detentos alegam que não cometeram crimes contra a vida, protestando contra a sentença de morte. A HRAI, organização sediada nos Estados Unidos, informou que a greve começou após seis detentos condenados foram transferidos para celas solitárias em preparação para a execução, cujo método mais comum no país é a forca.
O Conselho Nacional de Resistência do Irã (NCRI) afirmou que as execuções públicas servem para intimidar a sociedade civil e reprimir dissidentes. Além disso, os presos protestam contra condenações ligadas aos protestos de janeiro, que resultaram em pelo menos 5.000 mortes. Recentemente, 12 pessoas foram enforcadas em Isfahan por assassinato de policiais, mas o Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas declarou que o julgamento violou o direito ao devido processo legal.
A Human Rights Watch documentou que pelo menos 50 pessoas foram executadas por “acusações vagas de crimes contra a segurança nacional” desde o início do conflito entre Irã, Israel e EUA. A HRAI documentou 851 aplicações da pena de morte no Irã entre janeiro e julho de 2026, sendo a maioria dos executados condenada por tráfico de drogas.


