Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é a principal arma contra as hepatites virais, infecções que atingem o fígado e podem ser causadas pelos vírus A, B, C, D e E. No Brasil, os tipos A, B e C são os mais frequentes, e a detecção antecipada permite o controle da doença.
A doença, que frequentemente evolui por anos sem apresentar sintomas, só é descoberta quando o fígado já sofre lesões importantes. A hepatologista Liliana Mendes declarou que identificar a infecção cedo possibilita iniciar o tratamento antes que ocorram danos mais graves. Ela também destacou que a vacinação é a principal forma de prevenção da hepatite B e recomendou que adultos realizem exames de sorologia para rastreamento.
As formas de transmissão variam conforme o tipo viral. A hepatite A, por exemplo, é transmitida pela via fecal-oral, ligada ao consumo de água e alimentos contaminados. Já as hepatites B e C podem ser transmitidas por relações sexuais desprotegidas ou pelo compartilhamento de objetos perfurocortantes. Pessoas em maior risco de exposição devem realizar exames anualmente.
O tratamento para as hepatites virais varia conforme o tipo e se a infecção é aguda ou crônica, mas a assistência e os medicamentos são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o Ministério da Saúde, as hepatites virais causam cerca de 1,3 milhão de mortes anuais no mundo.

