Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou que a rede de cuidados de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) é única e que outros países podem aprender com o modelo brasileiro. Em entrevista, ele também destacou a liderança do Brasil nas negociações do Acordo de Pandemias.
O diretor-geral da OMS, que ocupa o cargo desde 2017, listou três contribuições do Brasil para a saúde global. Ele declarou que o SUS serve como exemplo de sistema de saúde acessível. Além disso, mencionou o papel da Fiocruz na produção local de vacinas, ajudando a mitigar falhas na distribuição equitativa, problema visto durante a Covid-19.
Adhanom Ghebreyesus enfatizou o trabalho do Brasil na prevenção de futuras crises através do Acordo de Pandemias, que ainda aguarda a ratificação do anexo PABs. O líder da OMS também abordou a situação de saúde em áreas de conflito, citando o surto de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) como exemplo de desafio complexo.
O diretor-geral expressou preocupação com os cortes de financiamento internacionais, que podem reverter avanços em saúde. Ele afirmou que, diante da tensão geopolítica, será difícil alcançar metas globais de saúde, como o fim da epidemia de HIV até 2030. Adhanom Ghebreyesus reforçou que a paz é o melhor remédio, citando sua experiência pessoal com conflitos.


