A divisão entre direita, esquerda e centro político tem origem na Assembleia Nacional Constituinte da França, em 1789, durante a Revolução Francesa. A disposição dos deputados naquele salão moldou a expressão política ocidental, separando aqueles que defendiam a ordem tradicional dos que exigiam mudanças sociais.
Naquele momento, os políticos se separaram pelo lugar escolhido no salão. À direita ficaram os apoiadores da monarquia e da ordem tradicional, incluindo nobres e clérigos que desejavam manter os privilégios do Antigo Regime e o poder real intacto. O centro abrigou moderados que buscavam uma saída intermediária, como uma monarquia constitucional com o poder do rei limitado por leis.
Do lado oposto, à esquerda, posicionaram-se os defensores da mudança. O Terceiro Estado, burgueses e intelectuais defendiam o fim dos privilégios feudais, a igualdade perante a lei e, posteriormente, a república. No século 19, esses rótulos se expandiram, com a esquerda passando a ser sinônimo de igualdade social e a direita, de tradição e liberdade econômica.
A definição desses espectros não é fixa. No Brasil, por exemplo, durante a ditadura militar, ser de direita significava apoiar o regime, enquanto a esquerda unia os opositores. Assim, os significados políticos mudam conforme o país e o período histórico.

