Análises genéticas de dezenas de indivíduos de elites citas, guerreiros nômades da Idade do Ferro, revelaram conexões familiares entre os grupos. Os pesquisadores afirmaram que esses laços moldaram uma desigualdade emergente, fornecendo a primeira evidência de que as elites eram aparentadas.
Os cientistas compararam o DNA de múltiplos sítios funerários, descobrindo que as elites citas herdaram seu status elevado, criando uma estratificação social inédita na região durante a Idade do Bronze. O estudo analisou 85 indivíduos, sendo 38 de sepulturas de elite, e sugeriu que os indivíduos de alto status formavam um subgrupo genético homogêneo.
A investigação também esclareceu detalhes sobre o Homem de Ouro, cujo túmulo data de cerca de 400 a.C. a 300 a.C. no Cazaquistão. Os resultados indicaram que o indivíduo era geneticamente masculino e pertencia ao subgrupo Sacas. O parentesco entre elites distantes, como um homem e seus netos, foi citado como exemplo de governo dinástico.
Quase metade dos indivíduos de elite examinados eram mulheres, e seus sepultamentos demonstravam grande elaboração. As descobertas são consideradas importantes por mostrar que a riqueza era transmitida através das gerações, um fator que os pesquisadores buscam entender para explicar o surgimento dessa classe social.

