Um empresário sancionado pelo governo dos Estados Unidos por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) é investigado no Brasil por suspeita de participação em lavagem de dinheiro ligada ao caso VaideBet. As autoridades americanas alegam que o indivíduo liderava uma estrutura de movimentação de mais de US$ 30 milhões em criptomoedas. No país, a investigação apura desvios de recursos do contrato de patrocínio entre o Corinthians e a casa de apostas.
O empresário, sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobrança e Tecnologia Ltda., foi incluído na lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão ligado ao Departamento do Tesouro dos EUA. Segundo o governo americano, ele coordenava, a partir de São Paulo, uma rede de lavagem de dinheiro que operava com integrantes do PCC na Flórida. O Tesouro americano afirmou que o empresário serviu de elo entre membros da facção nos EUA e traficantes estrangeiros.
No âmbito nacional, o empresário aparece em denúncia do Ministério Público sobre o suposto desvio de recursos do patrocínio entre o Corinthians e a VaideBet. A apuração identificou uma cadeia financeira que recebeu valores após a saída da conta do clube. O fluxo analisado incluiu empresas como a Rede Social Media Design, Neoway, Wave e UJ Football Talent.
Relatórios da Polícia Civil de São Paulo apontam transações atípicas entre a Wave e a Victory Trading. Entre os exemplos, há mais de R$ 5 milhões transferidos da Wave para a Victory nos primeiros dias de março de 2024, além de repasses que somaram R$ 13,6 milhões entre 26 e 28 de março de 2024. Os investigadores também registraram indícios de operações com criptoativos, como USDT (Tether).

