A adoção da inteligência artificial (I.A) no Brasil enfrenta barreiras estruturais, segundo estudo global. Apenas 8% das companhias brasileiras conseguem conciliar a confiança na tecnologia com governança e gestão de riscos adequadas, ficando abaixo da média mundial de 9%.
A pesquisa, realizada pelo SAS Institute em parceria com a International Data Corporation (IDC), aponta o “dilema da confiança” como obstáculo central. Muitas organizações investem em I.A, mas não possuem processos internos preparados para garantir um uso seguro e eficiente. No cenário nacional, 48% das empresas são classificadas como “retardatárias”, demonstrando baixa confiança e pouca estrutura de governança.
A preparação dos dados também limita o avanço. A infraestrutura de dados das empresas brasileiras é fragmentada; cerca de 35% operam em estágios “ad hoc”, um índice superior à média global de 16%. Esse cenário impacta o retorno financeiro: para cada dólar investido em I.A, as empresas brasileiras registram um retorno médio de US$ 1,52, abaixo dos US$ 1,61 da média mundial.
A percepção de confiança varia conforme o tipo de I.A. Na IA generativa, 32% das companhias afirmam confiar totalmente na tecnologia. Apesar dos desafios, a América Latina projeta crescimento, com 20% das empresas da região esperando aumentar orçamentos em mais de 20% nos próximos 12 meses.

