A Espanha conquistou a Copa do Mundo de 2026 ao vencer a Argentina na final, coroando um projeto de mais de uma década. A campanha espanhola oferece lições sobre identidade de jogo e posse de bola, em contraste com a eliminação do Brasil nas oitavas de final contra a Noruega.
O sucesso espanhol se baseia em um modelo de jogo definido, que atravessa as categorias de formação até a seleção principal. Características como o controle da posse de bola, a circulação rápida e a ocupação de espaços foram potencializadas por atletas como Lamine Yamal e Pedri. O Brasil, por sua vez, chegou ao Mundial em fase de adaptação ao trabalho de Carlo Ancelotti, sem um padrão consolidado de atuação.
O meio-campo foi crucial para a equipe campeã. Rodri, eleito o melhor jogador da final, controlou o ritmo das partidas ao lado de Pedri, Dani Olmo e Fabián Ruiz. A Espanha também utilizou a posse de bola como principal mecanismo defensivo, terminando com a defesa menos vazada do torneio. A solidez coletiva, segundo a campanha, começa antes da última linha.
A continuidade técnica foi outro fator. Luis de la Fuente assumiu a seleção principal após mais de dez anos trabalhando nas categorias de base. No Brasil, a CBF optou por Carlo Ancelotti, mas a entidade decidiu mantê-lo no cargo até 2030 após a eliminação. A Espanha demonstrou que o desempenho coletivo potencializa os talentos, sem depender apenas de individualidades.


