Um estudante da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) foi preso em flagrante em Paragominas, Pará, nesta semana. Ele é suspeito de cometer o crime de perseguição (stalking) contra uma professora da instituição. A prisão foi resultado de acionamento da Polícia Militar e investigação da Polícia Civil.
As investigações apontam que a perseguição começou após o estudante ser reprovado em uma disciplina ministrada pela docente em 2025. Segundo o relato da vítima, ele adotou comportamentos para intimidá-la e causar sofrimento emocional. Entre as condutas denunciadas estão o depósito de bilhetes no veículo da professora, gravações não autorizadas em sala de aula e envio de mensagens ameaçadoras.
A professora apresentou áudios às autoridades onde o investigado supostamente afirmava a terceiros que faria “de tudo para atormentar a vida dela”. A Polícia Civil concluiu que havia elementos para caracterizar o crime de perseguição na forma qualificada, conforme o artigo 147-A do Código Penal. O estudante foi autuado em flagrante e aguarda os procedimentos legais.
O episódio que motivou a prisão ocorreu durante um evento da universidade. O estudante tentou se aproximar da professora com intenção de provocá-la, mas foi impedido pelo marido da docente, o que levou à intervenção policial. A legislação prevê pena de seis meses a dois anos de prisão, além de multa, para quem perseguir alguém reiteradamente.

