ETFs de utilidades registraram alta de cerca de 8% no ano, impulsionados pela crescente demanda de energia dos data centers de inteligência artificial. O setor atrai capital devido ao gargalo na infraestrutura elétrica, embora as avaliações atuais dos fundos levantem questionamentos sobre a sustentabilidade dos múltiplos.
O Utilities Select Sector SPDR Fund (XLU) se destaca no setor, apresentando taxa de despesa líquida de 0,08% e rendimento de 2,6%. O fundo acompanha o segmento de utilidades do S&P 500 e possui 34 ações, com ativos totais de US$ 22,5 bilhões. A concentração em empresas de geração de energia, como Constellation e Vistra, expõe o fundo diretamente aos preços de energia dos data centers, diferentemente de taxas reguladas.
A demanda por equipamentos de data center deve crescer em cerca de 25% anualmente nos próximos quatro a cinco anos, segundo pesquisa citada em relatório de PineBridge. Esse crescimento é limitado pela infraestrutura de transmissão. O Federal Reserve manteve a taxa alvo em 3,75% no primeiro semestre de 2026, após reduzi-la em 75 pontos-base no final do ano passado, o que reduz custos de financiamento para as empresas de utilidade.
Outras opções incluem o Vanguard Utilities ETF (VPU), que oferece maior diversificação com menor peso em empresas de geração de energia, e o Invesco S&P 500 Equal Weight Utilities ETF (RSPU), que dilui a concentração de mercado. O Virtus Reaves Utilities ETF (UTES) é a opção de gestão ativa, focada em selecionar nomes específicos do setor.

