O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) confirmou nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, a imposição de uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o país. A medida, que se aplica a bens destinados ao mercado norte-americano, exclui carne e café. O governo brasileiro deve definir uma resposta à taxação.
A tarifa de 25% foi proposta em 1º de junho de 2026, após o USTR concluir a investigação da Seção 301 contra o Brasil. O governo norte-americano justificou a ação alegando práticas comerciais injustas. O documento do USTR listou como pontos de apuração temas como comércio digital, tarifas preferenciais, proteção à propriedade intelectual, acesso ao etanol e desmatamento ilegal.
Um dos achados da apuração apontou que o Brasil adota políticas públicas que favorecem o Pix, colocando empresas norte-americanas do setor de pagamentos eletrônicos em “desvantagem injusta”. O escritório promoveu audiência pública nos dias 6 e 7 de julho antes da decisão final. O governo brasileiro optou por não enviar representantes para discursar na ocasião.
Esta não é a primeira ação comercial dos EUA contra o Brasil. Tarifas recíprocas de 10% foram impostas em 2 de abril de 2025, sob a gestão de Donald Trump. Em 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos a 3, que as tarifas globais impostas por Trump eram ilegais, mas o presidente assinou decreto para impor tarifa global de 10% a todos os países no mesmo dia.

