Os Estados Unidos confirmaram a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, o que gerou forte reação política no país. Aliados do pré-candidato Flávio Bolsonaro atacaram o governo Lula, alegando que a medida decorre da ‘militância ideológica’ do governo atual.
O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio, afirmou que o governo Lula “colhe o que plantou”. Ele declarou que o governo ignorou negociações com os Estados Unidos enquanto transformava a política externa em “instrumento de militância ideológica”. Marinho apontou o silêncio do governo diante de tarifas impostas pela China e restrições da União Europeia à carne bovina brasileira.
A retórica de Marinho ecoa a de Flávio Bolsonaro, que compartilhou postagens criticando o presidente Lula. O ex-deputado Marcelo Freixo acusou Flávio de “conspirar e conseguir o que queria”, classificando-o e sua família como “falsos patriotas” que buscam interesses de clã.
O governo federal, após a confirmação do tarifaço, classificou o dia 15 de julho como um “marco lastimável” nas relações Brasil-EUA. O comunicado oficial criticou o clã Bolsonaro, afirmando que “são falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país”.
Ronaldo Caiado, outro pré-candidato, criticou a situação, alertando que o tarifaço “vai destruir quem alimenta o Brasil”. Ele atribuiu responsabilidade a Flávio, dizendo que este pediu apenas para adiar a tarifa, e não para cancelá-la.

