O senador Jaques Wagner, ex-líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, foi intimado pela Polícia Federal a prestar depoimento em agosto. A investigação trata de suspeitas de recebimento de pagamentos do Banco Master, que levaram a uma operação contra o parlamentar em junho.
A apuração se baseia na análise de material apreendido com Augusto Lima, ex-sócio do Master e próximo a Wagner. O parlamentar foi alvo de busca e apreensão em fase da Operação Lava-Jato, em 2018, e na operação mais recente, foram encontrados US$ 55 mil e 33 mil euros (cerca de R$ 471 mil, em valores atuais) em endereços ligados a ele.
Em evento em Salvador, Wagner declarou que, por orientação da defesa, não comentará o tema. Ele afirmou que sua inocência será provada, assim como ocorreu em 2018. O senador defendeu que o valor de aproximadamente US$ 55 mil tem origem legal, alegando que comprava dólar em viagens.
A investigação sobre o Master levou o petista a deixar a liderança do governo Lula no Senado. Sua saída ocorreu após reunião com o chefe do governo, quando foi acordado que ele se afastaria da liderança federal.

