O ex-ministro Ricardo Salles, do Novo-SP, se consolidou como um foco de tensão nas articulações da direita para as eleições presidenciais de 2026. Cotado para disputar o governo de São Paulo ou integrar chapa majoritária, Salles é visto por aliados como um obstáculo aos planos de outros pré-candidatos conservadores.
A movimentação ganhou força com a intensificação das negociações de alianças. Embora mantenha proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, Salles busca ampliar espaço junto a outros setores do eleitorado conservador. Bastidores indicam que ele se tornou uma “pedra no sapato” de outras lideranças por disputar o mesmo espaço político e adotar postura independente nas negociações.
O ex-ministro defende que a direita construa um projeto competitivo para 2026, mas sem abrir mão de protagonismo nas definições de candidaturas. Em São Paulo, seu nome aparece entre as alternativas para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, o que pode alterar planos de outras siglas. Salles comandou o Ministério do Meio Ambiente entre janeiro de 2019 e junho de 2021.
Interlocutores do campo conservador afirmam que a crescente influência de Salles provoca divergências internas. Enquanto parte das lideranças considera sua postura assertiva um fator de dificuldade para estratégia comum, aliados do deputado sustentam que sua atuação fortalece a direita ao ampliar opções de representação do eleitorado conservador.

