Um estudo publicado na revista Alzheimer’s & Dementia revelou que assistir televisão com alta frequência na meia-idade pode estar associado a alterações cerebrais. A pesquisa, que analisou 1.700 adultos, mostrou que indivíduos com alto consumo de TV apresentaram redução de volume em áreas ligadas à memória e maior risco de declínio cognitivo.
Os resultados indicaram que aqueles que relataram assistir televisão “com muita frequência” apresentaram menor volume em lobos frontal e occipital, além de danos na substância branca. Essas alterações estão associadas ao envelhecimento, risco de acidente vascular cerebral e demência, segundo a pesquisa.
David Raichlen, um dos autores principais do estudo, afirmou que os achados sugerem que a atenção deve se voltar para o que as pessoas fazem enquanto estão sentadas, e não apenas para o tempo sedentário. Os pesquisadores descartaram que o sedentarismo fosse o único fator, analisando outras atividades passivas sem resultados similares.
Os participantes, com média de 53 anos, foram submetidos a ressonância magnética após mais de duas décadas. As diferenças observadas persistiram mesmo após o controle de fatores como diabetes, tabagismo e índice de massa corporal. O estudo também apontou que homens parecem ser mais vulneráveis a essas mudanças cerebrais.

