A exportação de café do Brasil deve atingir 45 milhões de sacas de 60 kg no ano-safra 2026/27, segundo o presidente do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), Márcio Ferreira. O principal produtor global prevê aumento de 17% nas exportações em relação ao ciclo anterior, apesar dos impactos na qualidade causados pelas chuvas.
Ferreira afirmou que as chuvas ocorreram em momento inapropriado, sob influência do El Niño em junho, quando a colheita normalmente se inicia em época mais seca. Ele declarou que as condições climáticas antes do início da colheita estavam adequadas, prometendo uma safra com bom volume, algo que o país não via há muito tempo.
No entanto, a oferta de grãos de alta qualidade deve diminuir. Isso ocorre por causa das chuvas e porque os produtores retêm o produto, diante das incertezas climáticas. O presidente do Cecafé explicou que as precipitações reduziram a capacidade de produção dos cafés cerejas, que competem com o grão colombiano na bolsa de Nova York.
O presidente do Cecafé comentou que os embarques no segundo semestre de 2026 poderiam ser melhores, caso não houvesse os atrasos por causa das chuvas. Ele estimou que o ano calendário de 2026 deve fechar com 40 milhões de sacas, estáveis em relação a 2025, após um recorde de mais de 50 milhões de sacas em 2024.

