O presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 22,5 milhões ao registrar sua candidatura ao Senado por Minas Gerais nesta sexta-feira (4). Cerca de R$ 21 milhões do montante total são atribuídos a heranças deixadas por seus pais.
A maior parte dos recursos herdados veio de Inês Maria Tolentino Neves, filha do ex-presidente eleito Tancredo Neves, que morreu em 2023. O pai do candidato, Aécio Ferreira da Cunha, foi advogado e exerceu mandatos de deputado estadual e federal por Minas Gerais.
A declaração detalha R$ 8,6 milhões em imóveis no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, além de R$ 6 milhões em aplicações financeiras e investimentos. A herança inclui ainda um imóvel rural de R$ 3,6 milhões, R$ 829,4 mil em quotas de capital e R$ 1,72 milhão em peças.
Do patrimônio recebido do pai, Aécio registrou R$ 166,6 mil em quotas de capital. Entre os bens que não foram herdados, o candidato listou R$ 498 mil em renda fixa, R$ 542,3 mil em veículos, incluindo uma motocicleta, e um apartamento em Belo Horizonte avaliado em R$ 222 mil.
Outros itens declarados são R$ 177,3 mil em créditos a receber, um terreno rural de R$ 87 mil e R$ 43,6 mil em peças. Neves informou possuir R$ 217 em ações e um túmulo avaliado em R$ 1, recebido da mãe.
O político retornou à disputa pelo Senado após a desistência de aliados. Na corrida pelo governo de Minas Gerais, ele integra o palanque de Alexandre Kalil, do PDT.


