O presidente da Fifa, Gianni Infantino, deu um prazo de 53 dias para que as 211 federações-membro decidam sobre o plano de vender de 20% a 30% dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados. A proposta, comunicada em carta, estabelece 19 de setembro de 2026 como data-limite para a decisão das associações.
A iniciativa, que avançou sem o conhecimento da maioria dos integrantes da Fifa, prevê que as federações que rejeitarem o plano terão uma redução de 75% no financiamento potencial. Em caso de adesão, Infantino prometeu disponibilizar até US$ 10 bilhões a partir de 1º de janeiro de 2027, com cada associação podendo acessar até US$ 40 milhões no ciclo inicial.
A proposta foi estruturada em dois cenários: para os apoiadores, os valores cresceriam a cada ciclo, totalizando cerca de US$ 86 milhões em 12 anos e três ciclos. Para quem rejeitar, a associação ficaria fora do modelo de financiamento, criando um sistema de dois níveis no futebol mundial, segundo o presidente da Fifa.
As confederações manifestaram críticas à condução do processo. A Uefa condenou a iniciativa, afirmando que a Fifa não pode usar o esporte para enriquecer. A FA e a Concacaf também expressaram preocupação com a falta de processo e governança, alegando não terem sido consultadas sobre o tema.

