Apesar da tendência de consolidação do setor, gestores de fundos imobiliários afirmam que FIIs de menor porte podem manter relevância no mercado. Eles defendem que a atuação em nichos específicos e a clareza estratégica são fatores decisivos para a competitividade dos veículos menores.
Ricardo Mateoli, sócio e gestor de FIIs da Paramis, declarou que a consolidação, embora aumente a liquidez e dilua custos, não é o único caminho. Segundo ele, fundos menores podem prosperar ao focar em nichos pouco explorados pelos grandes investidores. Mateoli explicou que, no segmento de crédito imobiliário, operações de menor valor podem apresentar prêmios de risco mais atrativos, pois demandam esforço similar para grandes fundos, mas geram impacto menor no portfólio.
Adriano Mantesso, Head de Real Estate da Tivio Capital, complementou que o tamanho do patrimônio é secundário à liquidez das cotas no mercado secundário. Ele afirmou que um nível de liquidez diária acima de R$ 1 milhão já chama atenção. Ambos os executivos citaram a liquidez como um desafio central para os FIIs menores, pois ela impacta a formação de preços e a atração de investidores institucionais.
Os gestores concordam que a especialização definirá a próxima fase da indústria. Mateoli disse que investidores priorizam a qualidade da gestão e a capacidade de originar oportunidades, e não apenas o volume de ativos. Mantesso reforçou que fundos focados em nichos ou regiões específicas podem gerar retornos superiores por operarem em mercados menos competitivos.

