Filhos de figuras públicas estão alterando seus nomes legalmente para se desvincular de sobrenomes paternos por motivos pessoais. Casos como o de Suri, que adotou o nome da mãe, e Shiloh, que retirou o sobrenome paterno, mostram a busca por uma identidade própria.
A mudança de nome ocorre por diversos motivos, incluindo afastamento familiar ou desejo de construir uma identidade independente. Angelina Jolie, por exemplo, excluiu legalmente o sobrenome paterno ‘Voight’ em 2002, após um longo período de distanciamento do ator Jon Voight. Mais recentemente, Shiloh, ao completar dezoito anos, solicitou ao Tribunal Superior de Los Angeles a retirada de ‘Pitt’, alteração aprovada em agosto de 2024.
Outros casos ilustram a diversidade das motivações. Elle King adotou o sobrenome da mãe, London King, buscando reconhecimento pelo próprio trabalho, e Micheál trocou o sobrenome por uma homenagem à mãe, Natasha Richardson, falecida em 2009. Outros membros da família também iniciaram processos para oficializar a retirada do sobrenome.
No Brasil, a Justiça pode autorizar a exclusão de sobrenomes quando há justificativa legítima. O Superior Tribunal de Justiça já reconheceu que situações como abandono afetivo podem fundamentar essa retificação no registro civil, embora o procedimento não elimine direitos de paternidade.


