O financiamento imobiliário brasileiro ultrapassou 680 mil imóveis no primeiro semestre de 2026. O setor movimentou R$ 180,9 bilhões em operações, um aumento de 23% comparado ao mesmo período de 2025, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Os recursos vieram majoritariamente do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que respondeu por R$ 93,7 bilhões, um crescimento de 29% na comparação anual. Os financiamentos realizados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) somaram R$ 77,6 bilhões, representando uma alta de 22%.
Em contrapartida, as operações com fontes livres totalizaram R$ 9,6 bilhões, o que configura uma retração de 8% frente aos R$ 10,4 bilhões registrados no primeiro semestre de 2025.
Michel Cury, presidente da Abecip, declarou que o resultado superou as projeções da entidade e que a demanda por crédito imobiliário permanece aquecida, mesmo com juros elevados. Ele explicou que a manutenção desse crescimento exige a ampliação das fontes de financiamento, diminuindo a dependência da poupança e aumentando o uso de instrumentos do mercado de capitais.

