A estratégia de crescimento de dividendos sugere que portfólios de empresas com aumento de pagamentos ao longo do tempo superam a busca por rendimentos de 20% imediatos. Para atingir uma renda anual de US$ 100.000, um rendimento conservador de 3,5% exige um capital de aproximadamente US$ 2,86 milhões, conforme análise de mercado.
A busca por rendimentos muito altos, como 20%, geralmente implica em risco extremo, uso de alavancagem ou retirada de capital próprio. A fórmula de crescimento de dividendos propõe aceitar um pagamento menor hoje em troca de um potencial maior em 10, 20 ou 30 anos. Um rendimento inicial de 3,5%, crescendo 8% anualmente, dobra a renda em cerca de nove anos e quadruplica em dezoito anos.
O histórico de empresas como Johnson & Johnson demonstra essa tese: a companhia elevou seu dividendo trimestral de US$ 0,33 em 2006 para US$ 1,30 no primeiro trimestre de 2026, mantendo mais de 27 anos de aumentos consecutivos. Outras empresas, como Microsoft e Visa, mostram que mesmo com rendimentos iniciais baixos, o crescimento matemático domina no horizonte de vinte anos.
Para construir o portfólio, é necessário calcular o gasto real, e não apenas o salário bruto. A análise deve comparar o retorno total de um fundo de crescimento de dividendos contra um fundo de renda de alto rendimento, considerando reinvestimento e erosão do valor patrimonial.

