O Goldman Sachs proibiu funcionários de negociar em mercados de previsão sobre finanças e política, exceto apostas esportivas e de entretenimento. A medida, adotada pelo banco sediado em Nova York, visa mitigar riscos de uso de informação privilegiada diante do crescimento das plataformas de apostas.
A política de negociações pessoais do banco foi atualizada para proibir operações com contratos de eventos ligados a empresas específicas, resultados eleitorais ou desempenho de mercado financeiro. Segundo um documento visto pela imprensa, violações repetidas podem resultar em demissão ou no encerramento da conta do funcionário. Em casos inadequados, o banco pode exigir a devolução de lucros superiores a US$ 200.
As plataformas de mercados de previsão, como Kalshi e Polymarket, ganharam popularidade ao oferecer contratos financeiros que se assemelham a apostas tradicionais. A restrição do Goldman se estende a perguntas sobre reestruturações bancárias, aquisições específicas, preço do Bitcoin e resultados de processos regulatórios. A política exige que os funcionários garantam que sua participação não gere aparência de conduta imprópria.
A abordagem do Goldman é mais restritiva que a do rival JPMorgan, que orientou funcionários a “pensarem cuidadosamente” antes de participar de mercados financeiros. Apesar das proibições, o banco mantém interesse no setor. Em janeiro, o CEO David Solomon afirmou que as plataformas são “extremamente interessantes” e se reuniu com dirigentes das maiores empresas do segmento.

