O Gecex/Camex renovou o imposto de exportação sobre petróleo bruto, mantendo a alíquota em 12% por mais 60 dias. A decisão, tomada em 9 de julho de 2026, ocorreu em função da deterioração do ambiente geopolítico no Oriente Médio, que pressionou as cotações internacionais do petróleo.
O órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) manteve o tributo, que foi instituído por Medida Provisória em março, no início do conflito no Oriente Médio. Segundo o Camex, a determinação se deu diante das mudanças nas condições externas, visando proteger o mercado interno de possível desabastecimento de combustíveis.
A medida provisória, que venceria na quinta-feira, foi prorrogada, e a taxa será reavaliada em 30 dias, conforme o cenário do mercado internacional de combustíveis. O governo optou por manter o tributo, apesar das críticas das petroleiras, após a retomada das tensões que aproximaram o barril Brent de US$ 80.
O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que representa as grandes petroleiras, atua contra a taxa, alegando que ela prejudica os rendimentos das companhias. O IBP declarou que a manutenção do imposto ampliará os impactos econômicos nos projetos de produção e nos planos de investimento.

