O governo brasileiro pediu desculpas publicamente pelo desaparecimento de um ex-aluno de Direito da Universidade de Brasília (UnB), vítima da repressão da ditadura militar aos 27 anos. A cerimônia ocorreu na universidade, com a presença de familiares e membros de comissões de direitos humanos, como gesto de reparação simbólica.
O ex-estudante, natural de Morrinhos (GO) e militante da Ação Libertadora Nacional (ALN), desapareceu em 12 de julho de 1971, após ser capturado no Rio de Janeiro por agentes do DOI-CODI do I Exército. Segundo relatos, ele foi levado a um centro clandestino em Petrópolis, onde teria sofrido tortura.
A ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Janine Melo, fez o pedido oficial de desculpas, afirmando que o Estado brasileiro reconhece sua responsabilidade pelas graves violações de direitos humanos ocorridas durante o regime. A iniciativa visa promover uma reparação à população brasileira.
A reitora da UnB, Rozana Naves, comentou que a memória do caso representa a defesa da liberdade de pensamento e da autonomia universitária. Ela afirmou que a presença no ato reafirma o compromisso com a democracia e a justiça no país.

