O governo brasileiro rebateu a imposição de tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. A medida, baseada em relatório da Seção 301, alega práticas comerciais desleais em seis setores. A tarifa entra em vigor em 22 de julho.
O documento do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) aponta críticas ao Brasil em áreas como serviços de pagamento eletrônico, tarifas, desmatamento ilegal e propriedade intelectual. O governo brasileiro classificou a decisão como política e sem respaldo técnico, contestando os argumentos apresentados.
Sobre o sistema Pix, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou que o sistema manterá sua gratuidade e abertura. Ele comparou a crítica à ideia de que “criar saneamento básico comprometeria a receita de caminhão-pipa”, afirmando que o mercado de cartões cresceu cerca de 150% desde a criação do sistema.
Em relação às tarifas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a ação americana configura “interferência externa indevida”. O Planalto informou que 76% das importações americanas no Brasil entram sem imposto de importação, com alíquota média efetiva de 3,1%.
O governo também contestou as acusações ambientais, com o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, classificando-as como “sem fundamento técnico” e citando queda de cerca de 50% no desmatamento na Amazônia nos últimos três anos.

