O governo Trump finalizou duas mudanças que reduzem o alcance da Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção (ESA) nos Estados Unidos. As alterações revogam a aplicação padrão da lei e permitem ao governo considerar fatores econômicos e de segurança nacional ao definir habitats críticos.
As novas regras afetam a proteção de espécies como o urso-pardo-do-Alasca e a águia-de-cabeça-branca. O secretário do Interior, Doug Burgum, declarou que a lei foi usada para “bloquear quase todos os projetos nos Estados Unidos, o que aumenta os custos para as famílias, enfraquece nossa competitividade e prejudica nossa segurança nacional”.
As mudanças ocorrem após outra restrição na definição jurídica de “dano” dentro da legislação. Defensores ambientais alertam que isso pode facilitar a destruição de habitats naturais antes protegidos e anunciaram que ingressarão com uma nova ação judicial.
Um representante do Center for Biological Diversity comentou que a decisão representa mais um caso de “complacência do governo em relação à indústria” em detrimento do meio ambiente. Em 2023, o Departamento do Interior, sob o governo anterior, havia afirmado que a ESA salvou centenas de espécies da extinção em cinquenta anos.

