A Câmara Setorial da Mineração (Casmin) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) promoveu um debate entre o setor produtivo e o Estado sobre a legislação de minerais críticos na quarta-feira (8/7). O encontro reuniu autoridades, incluindo o secretário-adjunto da Autoridade Estadual de Minerais Críticos (Amic/GO), Alessandro Melo, e o secretário da Casa Civil de Goiás, Bruno Belém.
O marco regulatório para a exploração de minerais críticos foi estabelecido pelo decreto nº 10.921, de 8 de junho de 2026, que regulamenta a Lei nº 23.597, de 27 de agosto de 2025. Segundo Melo, o governo busca agregar valor à exploração de terras raras, um esforço que deve ocorrer em diálogo com o setor privado. Ele afirmou que “Temos a ciência de que precisamos construir esse caminho com o setor privado, com o melhor diálogo e interação”.
O presidente da Casmin, Itair Nunes, declarou a intenção da indústria de fomentar a cadeia produtiva junto ao setor público. Ele disse que, “Se unirmos forças, conseguiremos criar um ecossistema capaz de atrair investimentos e ter uma indústria de minerais críticos muito forte”. Luiz Antônio Vessani, presidente do Sindicato da Indústria da Mineração do Estado de Goiás e Distrito Federal (Minde), reforçou a necessidade de diálogo, afirmando que “Sem conhecimento do setor produtivo, não é possível fazer políticas industriais”.
Os participantes trouxeram questionamentos sobre o decreto, citando o Custo Brasil e a burocracia como obstáculos. Bruno Belém comentou que o Estado pode atuar como indutor, como a aplicação de um fundo, para destravar processos. Ele reiterou que o objetivo do governo é colaborar com a iniciativa privada para desenvolver a cadeia de minerais críticos.

