A inflação oficial da Argentina caiu para 1,9% em junho, desacelerando pelo terceiro mês consecutivo e ficando abaixo da projeção de 2% de analistas. O índice representa o menor nível desde agosto do ano passado, resultado do plano de austeridade implementado pelo presidente Javier Milei.
O dado, divulgado pelo instituto de estatísticas Indec, mostra que a inflação acumulada nos primeiros seis meses do ano foi de 16,8%, enquanto a variação anual atingiu 33,5%. Os setores que apresentaram maiores aumentos de preços foram lazer, cultura, habitação, tarifas básicas e combustíveis.
O ministro da Economia, Luis Caputo, classificou os números como reflexo da “solidez do processo de desinflação” no país. A queda mensal ocorreu após o governo receber melhorias na classificação de risco soberano das agências S&P Global Ratings e Fitch Ratings, o que pode aproximar a Argentina da recuperação do acesso a capitais internacionais.
Economistas consultados pelo banco central projetam que a inflação acumulada em 2026 fechará em 30%, ligeiramente abaixo da estimativa anterior de 30,5%, e estimam um crescimento econômico de 3% para o ano.

