A inflação brasileira desacelerou para 0,16% em junho, impulsionada pela forte queda nos preços dos alimentos. O resultado foi menor que a projeção de 0,31% do mercado e representa a menor variação do período desde 2023.
A redução no índice, que caiu de 0,58% em maio, mantém a possibilidade de um novo corte de 0,25 ponto percentual da taxa Selic na reunião de agosto do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Analistas apontam que o movimento reflete uma composição inflacionária mais favorável do que o esperado, segundo o Bank of America.
O grupo Alimentação e Bebidas, que pesa 21,75% no índice geral, fechou junho com deflação de 0,24%. A alimentação no domicílio caiu 0,39%, enquanto a alimentação fora do domicílio desacelerou para 0,15%. O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, explicou que a queda se deveu ao alívio nos preços dos combustíveis e ao aumento da oferta de alguns produtos.
Instituições como o Citi classificaram o resultado como “indiscutivelmente melhor”. O Itaú Unibanco reforçou que a melhora foi mais intensa em produtos in natura, e uma economista do banco afirmou que “o balanço de risco para a projeção de IPCA no ano segue assimétrico para baixo”.

